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Prevenção e Exames

Setembro Verde: Mitos e Verdades Sobre o Câncer Colorretal

18 de setembro de 2026

Campanha Setembro Verde de conscientização sobre o câncer colorretal e a importância do rastreamento

Talvez você já tenha ouvido frases como “câncer de intestino é coisa de gente mais velha” ou “só descobre quando já está grave”. Esses são só alguns dos mitos que circulam sobre o câncer colorretal — e que, no Setembro Verde, mês de conscientização sobre o tema no Brasil, vale a pena colocar ao lado do que dizem as fontes oficiais.

O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer com maior incidência estimada no Brasil, com projeção de cerca de 53.810 novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo o INCA (INCA). Apesar dos números, ainda existe muita desinformação sobre quem é afetado, como prevenir e quando procurar um exame.

Separar mito de verdade não é sobre gerar medo — é sobre chegar mais preparado para conversar com o médico e cuidar da própria saúde com base em informação real.

Por que o Setembro Verde fala sobre câncer de intestino

O Setembro Verde é o mês de conscientização sobre o câncer colorretal no Brasil, com o objetivo de reforçar a importância do diagnóstico precoce e dos exames de rastreamento, como a colonoscopia. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica individual — cada pessoa deve conversar com seu médico sobre quando começar o rastreamento, considerando idade, histórico familiar e outros fatores de risco.

Mito ou verdade: câncer colorretal é uma doença de homens

Mito. Segundo estimativas do INCA para o triênio 2026-2028, os casos se dividem de forma relativamente equilibrada entre os sexos — cerca de 26.270 entre homens e 27.540 entre mulheres (INCA). Ou seja, não é uma doença predominantemente masculina, e mulheres também devem estar atentas aos sinais e ao rastreamento na idade recomendada.

Mito ou verdade: alimentação tem relação com o risco

Verdade, em parte. Entre os fatores de risco comportamentais listados pelo INCA estão o consumo elevado de carne vermelha e processada, o baixo consumo de fibras (presentes em cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais), o sedentarismo, o excesso de peso e o consumo de álcool e tabaco. Isso não significa que a alimentação seja a única causa — mas é um dos fatores que estão ao alcance de ajustes no dia a dia.

Mito ou verdade: só dá para descobrir a doença em fase avançada

Mito. O câncer colorretal costuma se desenvolver lentamente, muitas vezes a partir de um pólipo — uma lesão benigna que pode, ao longo de anos, sofrer alterações e se tornar maligna. É exatamente por isso que exames de rastreamento como a colonoscopia são tão importantes: eles permitem identificar e remover pólipos antes que se transformem em câncer, ou diagnosticar a doença em fase inicial, quando as chances de tratamento bem-sucedido são maiores.

Mito ou verdade: todo pólipo vira câncer

Mito. Nem todo pólipo se transforma em câncer. Segundo o INCA, cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma colorretal — o tipo mais comum desse câncer — se originam de um pólipo adenomatoso que sofre alterações progressivas ao longo do tempo. Isso reforça por que a remoção de pólipos durante a colonoscopia é uma medida preventiva, e não uma confirmação de câncer.

Como nutricionista, é comum eu ouvir pacientes perguntando se “comeram algo errado” que causou a doença. Não existe uma resposta simples assim — o câncer colorretal tem múltiplos fatores envolvidos, e a alimentação é uma peça entre várias. O que costumo reforçar é que ajustar a alimentação não é sobre culpa pelo passado, é sobre cuidado possível daqui para frente, sempre com acompanhamento individualizado de um nutricionista, principalmente durante o tratamento ativo.

Perguntas frequentes sobre câncer colorretal

A partir de que idade devo fazer exames de rastreamento?
A idade recomendada para início do rastreamento pode variar conforme histórico familiar e outros fatores de risco. O médico é quem deve avaliar o momento certo para cada pessoa, considerando essas particularidades.

Ter um parente com câncer colorretal aumenta meu risco?
Histórico familiar é um dos fatores considerados na avaliação de risco. Por isso, é importante informar ao médico se há casos na família, para que o acompanhamento seja ajustado conforme necessário.

Sintomas como sangue nas fezes sempre indicam câncer?
Não necessariamente — sangue nas fezes pode ter diversas causas, muitas delas benignas, como hemorroidas. Ainda assim, é um sinal que merece avaliação médica, e não deve ser ignorado ou autodiagnosticado.

Mudar a alimentação já é suficiente para prevenir a doença?
A alimentação é um dos fatores de risco modificáveis, mas não é a única medida de prevenção. Rastreamento regular, atividade física e acompanhamento médico continuam sendo parte importante do cuidado.

Um passo possível para este Setembro Verde

Se você tem 45 anos ou mais, ou tem histórico familiar de câncer colorretal, uma ação possível para esta semana é agendar uma conversa com seu médico sobre quando iniciar o rastreamento. É um gesto simples que pode fazer diferença real no diagnóstico precoce.


Sobre a autora: Gracy Mariano é nutricionista e escreve no Estou Com Câncer para ajudar pacientes, familiares e cuidadores a se sentirem mais informados e menos sozinhos em cada etapa da jornada.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento com profissionais de saúde qualificados. Converse sempre com sua equipe médica. Atualizado em: 11/09/2026

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